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EUA Intensificam Ataques Contra Irã; Estreito de Ormuz É Fechado

As Forças Armadas dos Estados Unidos deflagraram uma nova série de ataques contra alvos no Irã durante a madrugada desta quarta-feira. A ação militar ocorre horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter prometido retaliações mais severas caso não houvesse um acordo de paz.

Em resposta, o alto comando militar iraniano anunciou, na quinta-feira (horário local), o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz. A via navegável, crucial para o transporte de petróleo e mercadorias em escala global, terá o trânsito de embarcações impedido, com ameaças de alvejamento a qualquer navio que tente cruzar a área.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA justificou os ataques como uma “resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”, conforme comunicado divulgado na rede social X. A operação militar teve início às 0h45, no horário de Teerã.

Esta escalada bélica representa o mais recente capítulo de uma tensão crescente que ameaça reacender um conflito em larga escala, anteriormente interrompido por um frágil cessar-fogo acordado no início de abril. A situação gera preocupação em todo o globo, mas especialmente nas nações que dependem das rotas comerciais do Oriente Médio.

Relatos indicam que uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram acionadas na região oeste da capital iraniana, Teerã, segundo informações da agência de notícias Mehr.

O presidente Trump, em declarações anteriores à imprensa na Casa Branca, havia afirmado: “Vamos atacá-los, atacá-los com muita força.” O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a posição, declarando que os ataques “devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática”. Ele adicionou que, se necessário, “negociaremos com bombas”.

Apesar das tentativas de negociação para encerrar o conflito, que já se estende por três meses, os Estados Unidos e o Irã têm trocado hostilidades. Trump tem reiterado a proximidade de um acordo, embora progressos significativos não sejam evidentes.

Na terça-feira, os EUA já haviam atacado sistemas de defesa aérea e radares próximos ao Estreito de Ormuz, após um helicóptero de ataque norte-americano ter sido abatido na região. O Irã, por sua vez, respondeu com mísseis e drones contra bases americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein, sem, contudo, causar danos significativos, segundo autoridades dos EUA.

O Irã acusou os Estados Unidos de perpetrar um “crime de guerra premeditado” ao atacar reservatórios de água potável que abasteciam dez aldeias, caracterizando a ação como uma “violação flagrante dos direitos humanos”. O Pentágono não comentou oficialmente as acusações.

A região amazônica, embora distante geograficamente, sente os reflexos de conflitos internacionais que afetam o preço de commodities e a estabilidade do comércio global. A instabilidade no Oriente Médio pode impactar a cadeia de suprimentos de combustíveis, afetando indiretamente setores como o agronegócio e o transporte na vasta região amazônica, que depende de logística fluvial e terrestre muitas vezes encarecida pela flutuação do preço dos derivados de petróleo.

A dependência de rotas marítimas seguras para o escoamento da produção, como a soja e a carne, torna a região amazônica vulnerável a choques externos. A possibilidade de uma escalada maior no conflito entre EUA e Irã eleva a preocupação com a segurança das rotas de navegação internacionais, impactando o custo final dos produtos exportados e importados pelo Brasil.

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