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Segurança no Transporte Eleva Custos da Indústria na Amazônia

O aumento dos custos com segurança no transporte de cargas está impactando significativamente a indústria brasileira, com 62% das empresas relatando elevação nos gastos finais devido a essa necessidade. Na região amazônica, este cenário se agrava com as particularidades logísticas e a vasta extensão territorial, que demandam investimentos ainda maiores em proteção de ativos.

Dados recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que a insegurança patrimonial é um dos componentes do chamado “Custo Brasil”, afetando a competitividade do setor produtivo. Para as indústrias localizadas na Amazônia Legal, que abrange nove estados com desafios únicos de infraestrutura e grandes distâncias, a questão da segurança no transporte se torna ainda mais crítica.

A pesquisa da CNI, que ouviu 1.003 indústrias em todo o país, indica que 20% delas já foram vítimas de roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. Entre as ocorrências, 68% se deram em rodovias. Os itens mais visados são fios e cabos (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas (23%). Na Amazônia, o transporte fluvial e aéreo também são rotas importantes, e a segurança nessas modalidades apresenta desafios específicos, muitas vezes menos documentados em pesquisas de abrangência nacional.

O alto custo da segurança se reflete diretamente no preço final dos produtos. Cerca de 45% das empresas admitem que os investimentos gerais em segurança encarecem seus produtos. Para as indústrias amazônicas, que frequentemente lidam com custos de frete mais elevados devido à logística complexa, a adição de despesas com escoltas, rastreamento e seguros aumenta ainda mais o ônus, dificultando a competição com produtos de outras regiões.

A percepção de insegurança é generalizada. Metade dos entrevistados (54%) considera prioritário o aumento do policiamento em áreas industriais. No entanto, a melhora efetiva na segurança nos últimos cinco anos é vista por apenas 4% das empresas. Na Amazônia, a presença limitada de forças de segurança em extensas áreas remotas e ao longo de rios e estradas precárias intensifica a sensação de vulnerabilidade.

Além dos riscos nas estradas e em outras vias de transporte, o setor industrial também enfrenta ameaças cibernéticas. Ataques de ransomware e vazamentos de dados já causaram perdas financeiras diretas para 30% das empresas. Para mitigar esses riscos, as indústrias investem em backups (75%), softwares de segurança (67%) e políticas de acesso (45%). Na Amazônia, a infraestrutura de internet limitada em algumas localidades pode tornar as empresas ainda mais suscetíveis a ataques, exigindo soluções de segurança adaptadas.

A pesquisa, realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entre março e abril de 2026, abrangeu empresas de pequeno, médio e grande porte. Os resultados evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas que visem a redução da criminalidade e a melhoria da infraestrutura de segurança em todo o país, com atenção especial às particularidades e desafios enfrentados pela indústria na vasta e diversa região amazônica.

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